Cupim de parede

02 Setembro 2019

 

Os cupins são muito importantes na natureza pois realizam o trabalho de reciclagem de árvores e qualquer outra madeira morta. Fazendo dessas madeiras sua fonte de alimento pois são ricas em celulose e na falta dessas fontes de alimento acabam atacando outras regiões que tenha madeira disponível ao seu alcance. 

 

As térmitas como são conhecidos em Portugal e no Brasil os populares cupins, são muito sensíveis a perda de água ou desidratação e evitam ao máximo á exposição a luz solar. Quando o cupim de parede precisa se descolocar por distâncias maiores para encontrar mais fontes de alimentos, acabam fazendo esse translado usando pequenos túneis feito com lama e fezes no solo. Os túneis servem como proteção para não terem contato com o mundo exterior e consequentemente com o sol. Podem encontrar pequenas rachaduras no concreto dando a eles acesso a casa ou estabelecimento, fazendo dessas rachaduras sua rota para se proteger do sol e predadores.

 

O cimento ou argamassa com o tempo seca e encolhe e nesse processo as pequenas rachaduras aparecem, ficando a disposição para ataque de cupim de parede. 

 

Devido a facilidade que esses pequenos seres tem de se infiltrar em pequenas rachaduras, algumas pessoas tem a falsa impressão que cupim podem escavar pelo cimento ou argamassa mais isso não é verdade. O que eles fazem é se movimentar por essas pequenas rachaduras, fazendo delas sua rota. A movimentação de cupim de parede pode aumentar a rachadura com o tempo e com isso o números de cupins que trafegam na rachadura pode aumentar.

 

O cupim de parede é difícil de combater devido as longas distância que percorrem entre as rachaduras e por estarem por debaixo do concreto acabam se protegendo de cupinicida líquido. 

 

É recomentado que uma empresa profissional faça o levantamento do estado da infestação por cupins, para tomar a medida mais adequada afim de atingir o resultado esperado.

Fábio Augusto de Souza - Biólogo - CRBio 56764/01-D pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC).
Aluno da pós-graduação em Entomologia Urbana no Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS) da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Especialista Ambiental na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Técnico Ambiental na Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETECAP).
Possui ciclo de Cursos avançados de controle integrado de pragas e atuação em projetos de identificação e controle de insetos pragas no Instituto de Zootecnia de Nova Odessa (IZ).

Website.: www.manejopragas.com.br

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