Pulgas

10 Junho 2020

 

 

As pulgas são insetos pequenos (1 a 8,5 mm de comprimento), desprovidos de asas, e vivem como parasitas externos de animais domésticos e silvestres e do próprio homem, alimentando-se de sangue.

Algumas espécies apresentam especificidade de espécie hospedeiro, outras embora apresentando hospedeiros preferenciais, podem sugar outros animais, daí sua importância na transmissão de doenças. As espécies de maior importância são:

 

  • Pulex irritans e a que mais frequentemente ataca o homem, embora também possa se alimentar de outros hospedeiros.
  • Xenopsylla cheopis e a pulga dos ratos domésticos, e e a principal transmissora da peste bubônica e do tifo murinho ao homem. Foi introduzida em todos os países do mundo com o rato preto (Rattus rattus) e ratazana (Rattus norvegicus) em navios mercantes, particularmente na segunda metade do século XIX.
  • Ctenocephalides sp São parasitas preferenciais do cão e do gato.
  • Tunga penetrans vulgarmente conhecida como bicho-de-pé. Geralmente ocorre em solos arenosos. Os principais hospedeiros são porcos, homem, cão e gato. No homem, prefere penetrar principalmente na sola plantar, calcanhar, canto dos dedos, etc.

 

Em geral as pulgas se movimentam bastante e suas patas posteriores estão adaptadas para saltarem de 17 a 20cm verticalmente e 35 a 40 cm horizontalmente (menos a espécie Tunga penetrans)

 

CICLO DE VIDA

A pulga passa por quatro estágios de desenvolvimento ovo, larva, pupa e adultos. Em condições favoráveis de temperatura, umidade alimentação e dependendo da espécie, o ciclo vital de ovo a adulto pode se completar de 3 a 4 semanas. O acasalamento geralmente ocorre no animal hospedeiro.

Cada pulga, dependendo da espécie põe em várias posturas seis ou mais ovos, perfazendo 500 a 600 em toda sua vida, com apenas um acasalamento inicial. Os ovos normalmente são depositados no habitat ou no próprio hospedeiro e por não serem pegajosos caem ao solo, dentro do ninho ou cama dos animais, nos tapetes e outras áreas preferidas pelos animais ou do próprio homem. Os ovos eclodem no período de 2 a 12 dias, dependendo da temperatura e umidade. Em temperaturas baixas podem permanecer neste estágio por até um ano.

As larvas são pequenas vermiformes e são encontradas dentro das residências entre as fendas do taco no assoalho, no rodapé, tapete, carpete, cantos de cama etc... fora das residências em canis, ninhos de animais, caixa de área, etc.

Elas se alimentam de quase todo tipo de resíduos orgânicos, especialmente de fezes de pulgas adultas. No fim de um período de 9 a 20 dias tece um casulo de seda com incrustações de grãos de poeira, formando-se a pupa. O período do pupal varia de 7 a 14 dias e, em condições desfavoráveis pode durar até um ano antes do adulto abandonar o casulo. Este fato explica quando uma residência que ficou vazia durante algum tempo pode estar fortemente infestada de pulgas no retorno de seus moradores. O aumento de umidade, temperatura e a vibração podem ser estímulos para o adulto emergir do casulo.

Os adultos estão prontos a se alimentar em 24 horas após a emergência do casulo. A copula ocorre após o primeiro repasto sanguíneo.

A longevidade do adulto e muito variável, dependendo da espécie, do estado alimentar, temperatura e umidade. Por exemplo, a Pulex irritans, quando em ótimas condições, pode viver até 500 dias e a xenopsilla cheopis, 100 dias.

 IMPORTANTE PARA SAUDE

  Sua importância pode ser destacada em dois níveis, como parasitas propriamente ditos e como vetores biológicos.

Como parasitas destacamos as irritações cutâneas e lesões, propiciando a instalação de fungos e bactérias.  

 

 MEDIDAS PREVENTIVAS

  • As casas devem ser limpas pelo menos uma vez por semana, de preferência com o auxílio de aspirador de pó, evitando assim o acumulo de poeiras nos tapetes e tacos, a qual pode servir de alimentos para as larvas.
  • Se o piso for de tacos ou tabuas, estes devem ser calafetados pois as fendas existentes entre eles podem constituir criadouros para pulgas.
  • Deve se manter a higiene periódica dos animais domésticos, bem como lavagem frequente da cama do animal.
  • Deve se observar medidas de limpeza para evitar proliferação de roedores.
  • Usar calcados para impedir a penetração de pulgas bicho de pé.

 

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Fábio Augusto de Souza - Biólogo - CRBio 56764/01-D pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC).
Aluno da pós-graduação em Entomologia Urbana no Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS) da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
Especialista Ambiental na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Técnico Ambiental na Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETECAP).
Possui ciclo de Cursos avançados de controle integrado de pragas e atuação em projetos de identificação e controle de insetos pragas no Instituto de Zootecnia de Nova Odessa (IZ).

Website.: www.manejopragas.com.br

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